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Energia Nuclear será tema do 1º. ENERGYCON 23/07/2008

 


O programa nuclear brasileiro foi esquecido com o fim do milagre econômico. Somente em 2001, ano do “apagão”, o Brasil acordou para a necessidade de planejamento energético. Para escapar de um novo “apagão” dentro de cinco anos, o Brasil terá que aumentar sua capacidade instalada em 20.000 megawatts, o que significa uma expansão de 20%.

           A energia nuclear, nesse novo cenário, desponta como uma alternativa viável para o aumento de produção de eletricidade. O Brasil dispõe da sexta maior jazida de urânio do mundo. O país também tem tecnologia própria, e uma das mais modernas, para enriquecer seu urânio. Além disso, a alta do preço do petróleo encarece a produção de energia em outros tipos de usinas termoelétricas (como as movidas a óleo ou gás).

O Governo do Presidente Lula já anunciou que aposta na geração de energia nuclear como forma de garantir eletricidade no futuro, principalmente quando as chuvas não forem capazes de encher os reservatórios das usinas hidrelétricas. Prova disso é a criação de um Comitê de Desenvolvimento do Programa Nuclear Brasileiro. O grupo será coordenado pela Casa Civil e terá como objetivo traçar metas para o programa nuclear do país. Um dos pontos a serem analisados por esse comitê é a localização das próximas centrais. Já é quase consensual que o Nordeste – onde, hoje, o Rio São Francisco já não oferece alternativas de geração hidrelétrica -, deverá abrigar pelo menos uma das novas usinas.

Se a defesa da geração de energia em usinas nucleares vem crescendo dentro do governo - o Ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, defende, inclusive, abrir o mercado de geração de energia nuclear a empresas privadas, para estimular mais investimentos – e o Nordeste se apresenta com uma das regiões inevitáveis para instalação de uma nova usina nuclear, por outro lado ainda existem resistências de ambientalistas quanto à expansão da estrutura de produção desse tipo de energia, que é considerada por alguns com perigosa. Embora no mundo todo, desde o acidente com a usina de Chernobyl, os reatores das usinas nucleares tenham passado por reformas que os tornaram mais seguros, o risco de acidente não pode ser eliminado por completo. Além disso, permanece o problema de o que fazer com o lixo radioativo que resulta da operação das usinas nucleares. Para complicar ainda mais a situação, a Constituição do Estado de Pernambuco tem um dispositivo (art. 216) que proíbe “a instalação de usinas nucleares no Território do Estado de Pernambuco enquanto não se esgotar toda a capacidade de produzir energia hidrelétrica e oriunda de outras fontes”.

           A fim de discutir esses temas, foi incluído na programação do 1º. ENERGYCON – Congresso de Direito da Energia, um painel sob o título “O Nordeste e a Energia Nuclear”. O moderador desse painel será o engenheiro Carlos Henrique Mariz, graduado pela UFPE, com especialização na França na área de automação e sistemas de controle (Universidade de Toulouse) e Mestre em Engenharia de Sistema de Computação (COPE/UFRJ). Mariz exerceu durante muito tempo diversas funções de gerência na CHESF, tendo respondido pela Divisão de Estudos Energéticos, além de ter representado a companhia junto a diversos comitês técnicos de planejamento energético.

            Maiores informações sobre o 1º. ENERGYCON podem ser obtidas através do telefone (81)34125156 (à tarde) ou no site: www.imp.org.br/energycon    

 

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