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Projeto alternativo para produção de biodiesel com cana de açúcar vai ser apresentado durante o ENERGYCON 25/08/2008

 


Grande parte de toda energia consumida no Brasil provém do petróleo, do carvão mineral e do gás natural, fontes não renováveis que no futuro vão se esgotar. Portanto, a busca por fontes alternativas de energia é de suma importância.

Sabemos que o Brasil é um grande produtor e exportador de álcool da cana de açúcar. A indústria brasileira deverá produzir em 2008 entre 26,4 bilhões e 27,4 bilhões de litros de álcool. O número é o maior da história do país e representa um aumento de 14% a 19% sobre a safra de 2007 (cerca de 4,2 bilhões de litros produzidos deverão ser exportados e o resto será empregado no consumo interno). O processo de produção de álcool de cana de açúcar apresenta como um de seus subprodutos o óleo de fúsel que não é devidamente aproveitado. O óleo de fúsel é um líquido viscoso e amarelado, que é extraído na destilação do álcool numa proporção de 2,5 L para cada 1000L de álcool.  

            O volume da produção de álcool torna evidente o interesse por qualquer fórmula que aproveite um dos seus subprodutos. Visando a esse grande excedente, do óleo de fúsel, um engenheiro químico e professor da UFPE desenvolveu um projeto que o aproveita como mais uma matéria-prima para o biodiesel, combustível biodegradável derivado de fontes renováveis de energia. A partir do óleo de fúsel - um dos subprodutos obtidos na destilação do álcool etílico -, Antônio Demóstenes Sobral obteve uma alternativa energética, que, de acordo com ele, pode ser produzida à baixo custo, além trazer benefícios ambientais e reduzir a dependência dos derivados de petróleo.

            O professor explicou que o “biodúsel”, como foi nomeado o biodiesel de fúsel, foi obtido de maneira inesperada. Ele explicou que misturou óleo de soja ao óleo de fúsel e, através de um processo denominado transesterificação, teve como resultado a mistura entre o combustível e glicerina, substância utilizada na fabricação de cosméticos. “Separadas as substâncias, e depois de algumas pequenas modificações, conseguimos chegar ao biodúsel”, lembra o professor. Após análises do material, veio a surpresa: “o biodúsel apresentou um grande rendimento, mostrando-se um combustível de alta qualidade, podendo ser utilizado, principalmente, em motores de força”, disse o professor. O biodiesel de fúsel, queimado nos motores, libera gás carbônico e água, assim como os outros combustíveis, mas como todo biodiesel, polui menos que a gasolina, por não conter enxofre. “A diferença é que ele é menos viscoso que o biodiesel comum. O custo também é bastante baixo”, completou. Esse biodiesel em contrapartida ao óleo diesel representa um impacto ambiental positivo, como por

exemplo, menor emissão de partículas (CO e CO2), caráter não tóxico e biodegradável. Daí que o biodúsel já está sendo chamado de o “combustível do bem”.

O professor Demóstenes Sobral estará explicando seu projeto e a importância dele (já que oferece mais uma matéria-prima para o biodiesel) e as possibilidades que abre para a indústria sucroalcooleira durante o ENERGYCON – Congresso de Direito da Energia, que será realizado nos dias 04 e 05 de setembro deste ano, no Salão Panorâmico do Recife Palace Hotel.

            Maiores informações sobre o ENERGYCON podem ser obtidas através do telefone (81) 34125156 (turno da tarde) ou no site www.imp.org.br/energycon
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